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  Empregabilidade - A idade e a competência a caminho da reconquista do espaço no mercado de trabalho

O preconceito da idade começa a ceder espaço aos " quarentões", que até há muito pouco tempo estavam relegados à espera do sistema previdenciário. Hoje, a tendência do empresariado é a de unir o potencial do jovem com a "experiência dos mais experientes".

O diferencial está exatamente em contratar profissionais ativos, atualizados e que tenham acesso às informações gerais e específicas de sua área de atuação. Trata-se de buscar competências agregadas pela via do conhecimento específico e pela multifuncionalidade que tornam o profissional apto a uma recolocação no mercado de trabalho. Aliás, um dos conceitos do termo empregabilidade é exatamente o de tornar-se "apto" para manter-se no emprego e ao mesmo tempo "atraente" ao mercado de trabalho.

Forçadas pela concorrência e pela busca constante da competitividade, as empresas estão aos poucos re-adequando suas necessidades. Percebe-se que quando a empresa precisa de talentos com potencial é através de programas de trainees que ela procura jovens. Mas, se o cargo requer disseminação de valores e competência, ela contrata pessoas mais experientes.

Um exemplo vivo dessa afirmativa pode ser encontrado nos classificados de emprego impressos e eletrônicos (internet), onde várias são as propostas de emprego atingindo a faixa etária acima dos 40 anos.

Na verdade, o que se observa é que o estereótipo da discriminação pela idade foi culturalmente instaurado, no entanto, as mudanças tecnológicas que vivemos hoje montam um palco para um ambiente novo onde a competitividade e a quebra de paradigmas é o centro.

De qualquer forma, nossa proposta para as empresas é que essas se apoiem no bom senso e na capacidade de discernir os valores dos profissionais; que suas decisões sejam cada dia mais sábias, obtendo assim resultados relevantes e mais consistentes.

Que os "quarentões" vençam pela competência e lutem pela ação transformadora, ressaltando o talento, a iniciativa pessoal e a visão holística tão apregoada nos dias hoje, deixando de lado o preconceito da idade que só os envelhecerá precocemente!

 



  O que querem os altos talentos?

As empresas correm hoje o sério risco de perder até um terço de seus mais valiosos funcionários porque não entendem o que os motiva a permanecer numa companhia. Esta é uma das conclusões da pesquisa PeopleBrand realizada pela Rigth Management Consultants, empresa que detém 51% da brasileira Rigth Saad Fellipelli. "Nossa pesquisa confirmou uma divergência entre o alto talento e a empresa, entre o que é desejado pelo melhores funcionários e o que é praticado na realidade", completa Chris Pierce Cooke, vice-presidente executivo e diretor mundial de serviços de consultoria da Right.

A pesquisa analisou 3.500 empregados de várias faixas etárias e ocupações considerada "de alto valor" por suas organizações e, portanto, seriam aqueles que essas empresas mais teriam interesse em manter. A pesquisa PeopleBrand inquiriu esses altos talentos a avaliar as prioridades demonstradas pelo empregado e o modo com a organização percebe o desempenho de seus profissionais dentro de seis categorias de "atributos da marca/imagem": ambiente de trabalho, salário/benefícios/desenvolvimento profissional, liderança na organização, valor da organização, cultura da organização e força da marca/imagem da organização. Por essas categorias foram mensuradas as atitudes dos funcionários com respeito à satisfação no emprego, ao comprometimento e à intenção de permanecer na empresa.

Os resultados revelaram que 50% dos melhores empregados pesquisados concorda que o empregador se importa verdadeiramente com seu desempenho. 52% dos entrevistados acreditam que os empregados se importam com sua vida doméstica e família.

Uma comunicação aberta e honesta com a liderança foi o fator número um citado como motivo para entrar ou permanecer num emprego, mas só 53% dos pesquisados disseram que esse fator é praticado em sua empresa. Metade dos pesquisadores acham que sua organização tem a fama de ser um bom lugar para pessoas talentosas trabalharem.

Os dados compõem uma imagem contundente, considerando que os pesquisadores foram escolhidos por serem aqueles que a empresa não poderia se dar ao luxo de perder. "A melhor oportunidade que a empresa tem de construir um vínculo duradouro com a pessoa é no primeiro ano da contratação", aponta Cooke. "É uma chance única e muito importante porque, a despeito das atuais pesquisas sobre o mercado de trabalho, no longo prazo a oferta de profissionais altamente qualificados e experientes será muito escassa", alerta.

Segundo Cooke, os 20% mais talentosos dentro de uma empresa são aqueles funcionários que oferecem as melhores contribuições para a execução de uma estratégia comercial. "Essas pessoas chegam a ser duas vezes mais produtivas que os colegas, e, no entanto a grande maioria das empresas não consegue identificar quais são seus melhores 20%, assim como não sabe identificar o que leva esse grupo a abandonar o emprego", diz.

As principais constatações da pesquisa são preocupantes, já que quando se fala dos aspectos organizacionais que constituem a experiência no emprego, a maioria dos funcionários acha que está recebendo menos do que merece. O que o empregado sente a respeito desses aspectos tem um impacto evidente sobre sua vontade de continuar no emprego.

Diante destes resultados o que as empresas podem fazer? Há várias estratégias a serem adotadas para melhorar a marca/imagem da empresa como emprego e conservar seus funcionários mais importantes, desde compreender as necessidades de seus melhores talentos até criar vínculos intelectuais e emocionais com os empregados.

Jornal Profissional e Negócios
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